Jornais - Localidades - Agencia: RUA EF^iEíiHtiRO SCHAWBER
- Modelo LLM ultilizado
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- Data da descrição (MODELO LLM)
- 2026-05-19
- Registro (Autoria)
- Redes - UEPG
- Título (Nome da Localidade)
- Jornais - Localidades - Agencia: RUA EF^iEíiHtiRO SCHAWBER
- Tipo de Localidade
- Jornais - Localidades
- Escala
- Local
- Localização Geográfica
- Rua Engenheiro Schawber, 102
- Descrição Geográfica
- Informações de contato de uma agência, incluindo endereço e número de caixa postal. É destacada como uma agência do tipo “Agencia de Loteria de HllinUli”, indicando que o local também funciona como uma lotérica.
- Assuntos ou palavras-chave
- Agência de loteria, Endereço, Contato
- Página referenciada
- 5
- Referência bibliográfica ABNT
- O jCuiiii-* Vi li i*0 StL Sorino. monodico_e pobri- ■ nh como a musica tupi, um s; ;urso de expressão modesl ta, sem nenhuma pretençâo p ychologica, mais de açor- do com a indio, coiií a sua d» sentcnção, com a sua nudeí. Vão se pedia _ vestir iogo « musica daíTuelle dcsniüo^ só se podia enfeital-a. K foi o que o padre fez botando mais !i qnuÍQm r etíeito musicai mais forte afim dc preparar o terreno para a evolução de-; pois. Porém esta eroluçãa havia de partir do cantochão, , canto chão, era plano,1 chato, chão como se d e pro- pósito fôsse mandado de pre sente pelo paoa flregorio ao Indígena do Brasil. , iAs cantorias dos índios, até mesmo as danças, não eram coisas para divertir mas para solemnizar a morte, f.s sacrificios, as caçadas, as celebrações de^paz ou as de- clarações de guerra, ou en- tão como rito nas lestas reli giosas. Porisso nm canto co- mo o gregoriano, tão humil-j de e tão dogmático, era por sem duvida o melhor deriva íivos aos cantos tribaes do gentio brasileiro. A missa cantada ficava nm drama religioso musicado, tal qual suas festas commemora- tivas servidas de simples gammas pontétonicas e de cestos muito ricos, mas qife exprimiam tudo. í O padre melhorou a musi- ca. suavisaudò-a, retirando- Ihe oncmatopéas c material ■PctiiOO, SUCSUtUlIiúO-tw p--!-* _ cruz, pelos passos cadência- dos das procissões, pelas at-1 titudes resignadas e mansas do Chrislianismo. i A força da musica como nu- ( cleo agglutinaatc (a gente t ainda hoje vc cm torno dc uma simples retreta as cama ( das populares, nas praças, rodando, rodando em torno ; das bandas, como sedimen- tos) está na fala messioneira: "com a musica e a harmo- nia. eu atrevo-me a attrahir para mim todos os indiginas da America." As mariposas selvagens at trahidas pelo foco luminos seriam sem querer abrasadas pelo amor divino. A luóo s<" estende o bojo da caridade sengrando, eu bordando cOr a contraponto flores e colb res para o selvagem. Dav. ci cúca. dava canrvetinhos dava a bondade, dava um re medio de casca dc pau; vem tupinrmbá, vem! da um espe- Ihinho; vem, tamoyo, vem vem, caheté! vem, carijó vem. Brasil! — anesthesiava o indio, tirava o coração vi vo para Jesus. Nobrega já havia ordenado que sc pusessem em solfa as orações mais precisas "da nossa santa fé, por que á vis ta da suavidade do canto en- trasse em suas almas inlclli- gcncia das coisas do céu". A musica do indio era uma mo tavam por um tom", escrevia nodia guerreira, "todos can Garicl Soares, coisa pauperri ma, sem variantes quasi, .-yno- HMIMMCMB* Musica de Indio lante dc verdade, pois que só mesmo só a musica que os Os chronistas da compaA Índios eram bons cantores e T iecas, r.c; ícr^zâcsi õqs ia- ire nôs ^ dies, butoris de sementes en- musica de Violino, de o ^ .feitavara e ajudavam o ry- c flautas ricas, ta"i tene.sJ th mo colossal. Catimbó. Ca- ofíerccia musica d«sm ^ timbó. A monotonia varava i sada, libeila, ao. ,in |:f geja " a noite immensa, inagnetizan1, recia nao. Mas ja o ^ do o ambiente sagrado, es- crava daquelles guerreiros, supprido pelos gestos do pes scal. Foi Capistrano quem | cravos, nas violas, nos cânti- cos bonitos. Isso amolecia Foi Capistrano quem cos bonitos. Isso amolecia , índios eram nons camores une isso se parecia bas- ! qualquer Cunhambeba. Veja i elogiam bastante a nJusl disse tanto A Fcrnão Cardim, quem i\a- quclles pitorescos tempos viu! j citar para a guerra. Aperta- ! va e amollegava o coração, K UJ- % iz- ÜJ / y zzB P» íy \x éW 1 vw VA LJ- .■ >jía i cxaggcro nisto. Musica desses brasilicos era uma enfieira rés-a-rés dc notas cguaes,1 num som pobrinho e horizon- tal, valendo tão somente pelo 1 ythmo. O rythmo fazia tudo. üra o que variava aquella m enção de musu n plana, sem •enhuma inteilectualização, Urigindo-se ao uorpo somen- e, excitando-o ]jara a dança merreira, para a oriomatopéa •eligiosa, re mundigaria ou de lueta. Dé que se arranja- ■iam ifrstnmientos, por aca- .o? Só se arranjavam coisas ir íi fazer barulho, criar mi- jos rythmados. Verdadeira- mente só Muito impossível onra um caheté fabricar um violino ou construir um pia- no. Agora um guerreiro po- lia perfeitamente conier uma uerna dura seu inimigo, chu- nar ura tutano do osso, de- uois abrir um buraquinho no dito osso e fazer uma flauta, tirar um som da quelle pifa no em louvor de som. Um tucháua por mais poderoso que tosse sa servindo socialmente o pesJ soal. Essa musica vencia,1 convencia pela azucrinação dos motivos que se repetiam! ajudando a feitiçaria do pa- , Igé, encantando c comniemo-" jnao podiam imagin , . • i ,, -•-»-»t->♦ rx rv*nC1 /*Q I Tl<10 rando coisas da tnbu. ou-* tros instrumentos mais luguJ bres — lembremos o curun- gu e o vatapi — entravara! em percussão ia-se dar um passe seríssimo, era bom afas tar r1 possui» de seu a pobreza _ ^ to- das suas inubias, dos seu ,s rés, das suas membys- ou das suas cangaêras q de canellas de 110 " qiii! missionário lhe trouxe ^ mento musical, não corpo, porém, para a 5^ , coisa que o indio ^ para mmeçou, dcnir0 sentir que existia^ corpo e que vibrava temente dos músculos^ ^0, o mujherio, mulher não , mungangas ^ "oderPc nodia ouvir nem assistir os1 brega pegou log nliv uctrativo da harmon^. s0i, dou botar as oraçoes en t fa. Padre Simão escrr ^ iol. mysterios, senão estragava a1 •erimonia e os curuaiias bem azeios não baixavam deanté tellas. i? ia. l av"»-- , a • j o velho apostolo, venci _ ça da musica, dizia Q que o predominante | suavidade do canto i^jciS isica primitiva era ó trar n!ís almas i golpe, era a percussão no tambor, a pancada rythmada, tão physiologica e tão natu- ral (juanto a nossa inspira tias coisas do céu • ção, o batecum do nosso petJ íkt J- to ou as coisas periódicas de NCÇ^OCIO OC ♦ ZN rl ^ r. nrtoeo OCCim TTlP.S- • ^ occasiao Machjna de Goser-SInger m iianm—— 1 mau mi——nam ■■ m 1 ■■■ ■ 1 ■ 11 — E o melhor presente Agencia ; RÜA Ef^iEíiHtiRO SCHAWBER 102 CAIXA POSTAL, 76 IPCWraA ©BIOSSA c ouviu tudo, confessa; "Ar- uma vontade dc chorar doça- remedam passaros, cobras c va logo a carranca, c adeus ( outros animaes, tudo trovado Tnpan, adeus Anhanga, adeus por comparações, para se in-j musica de guerra e de feni- citarem a pelejar." 1 çaria. Dc modo que se querer cn- j O instrumental começava encontrai- belleza nas composi- por ser diffcrentc do mate- ções dos nossos Índios, não se pode-, Elles apenas arrei medavsm os ruídos dos bi- chos, certos rumores já mys- teriosos que vinham cias ma- tas misturados com essa tris- rial aggressivo do indio. Po- dia-se dar pancada com um1 maracà, rachar a cabeça dum parente com um golpe de ( cunvgu . Arte escravizada Pc cantar, a musica ! ia guerra. Arte trahir as cnnhatàs da taba. Porém Tupan e morenas sc entregavam mais pela faça- nha da antliropophapia do indio do que pela musica do instrumentozinho delle. Um tupi pegava uma coité, en- chia-a de dentes dos seus primo tamoyos e preparava um bapo para acompanhar com o rythmo de seus ruidosi a monotonia da voz do can- lador". Começavam canlandó e sacudindo os instrumentos, agitando os gestos ryfhmadosi naquella cerimonia sonora. Os passarinhos deixavam de abria uma toda a nossa vida assim mes- mo. Flautas havia. Innumeras de um som só. Outras mats1 mune (jnu- raras de bambu , com dois, Tupan, at- três, quatro, cinco sons. So- prava-se o som com a bocca1 e com o nariz. E ajeitava-se o canto com os braços, as pernas, a cabeça, a barriga, tudo, pois, o guerreiro era1 lodo em si naquellas occa- sioes transformado cm ins- trumento mesmo. Mas vamos dizer que o pa- Vcndc-se uma caval<Lça. ! se uma carroça de : Por TOÜSOOO Vende-se rfS,( carroça 17, com to1 . ^ j mento e cavalo prop dí vendas avulsa ou en i0 i mercadorias, só o ea^ le os 70OS0OO, bom Para ro, e montaria optuo® igt Ver e tratar com iC « Rusemberg, Villa Anan Rua 11 n". 8 . «o lliia«.ui ali cj i i/ai c*.- -o _ teza tyranna de quando o sol pelas pagelanças e pcias m£ acscamba. Porque abalante .digas. - --- 1 * j CUZ* AU. escravizada1 j clareira com uma redoma dif- ferente iTentro da floresta Acudiam maraoás, xuatês, co-j Poderás ser rico Por acaso ou porque os tevs fados o qiãer6i?. 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Diário dos Campos - 1934-11-08
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