Jornais - Pessoas - COLBERT C. MALHETROS
- Modelo LLM ultilizado
- NAPI.google/gemini-2.5-flash
- Data da descrição (MODELO LLM)
- 2026-05-11
- Registro (Autoria)
- Redes - UEPG
- Título (Transcrição do nome)
- Jornais - Pessoas - COLBERT C. MALHETROS
- Contexto Temporal (Atividade)
- 1932-12
- Local de Produção (Localização Geográfica.)
- Curitiba
- Descrição ou Resumo
- Colbert C. Malheiros é o autor do poema "Chuva", que descreve uma cena urbana chuvosa em Curitiba. O poema retrata a vida nas ruas e a figura de um jovem jornaleiro sob a chuva.
- Assuntos ou palavras-chave
- Poeta, Literatura, Chuva, Curitiba
- Página referenciada
- 1
- Referência bibliográfica ABNT
- Notas Mundanas Matinaes. A MODA. Chuva. Fria. Neblina. Inverno. A rua, quasi deserta. Ura grande desatento anda na chuva fo.rte te engolfa-se cm o vento pelas esquinas ermas dessa rua Um guarda-chuva passa. Um vutro passa. E outro surgi. . E pouco após, ugo,ra, Passariam uma sombri.nh a e uma senhora.., Só a chuva enfad! nha é que não passa... NaS portas d ;« cafés, pel as vidraças, esp am rostos. No asfalto luzid-ÍQ dansam reflexos trêmulos de frite. E a chuva açoita cetere as vidraças. De vez em quandfc-, qua ndo o bonde, lua correrias. Soffrego., rid culo, tei burguez gordo c rr. p ra o ve culo e quasi tomba quando, toma o bonde. E a chuva caí. A chuva o. ntinua... A chuva augmenta. E a nevoa, o vento, o frio. ficam a br ncar no asphalto luzido- e correm como te-ucos pela rua. Eis que "lelle" vem. De longe o grito agudo, vindo no vento, já heg: u com o vento e ficou"se a v brar inda um momento, alegre, etenfertante-, vvo, agudo. E o gury chega. E ao chegar, parece que elle nos trouxe no rosto sorridente Um raiiv de s rI bo i, lourinho e quente. — "A chuva já pa:. ou, não lhe parece?" - Oi O Grafico! O Grafe o-! — O garoto, um moreninho lep d , abrigado num -casaqu nho fsr mo, desbotado, já a rua encheu de luz e de alvor to. Corre. O vento pára. Estaca a chuva. Faz meitos frio... E tre>go, jovial, o menino nos dá c u Ser; jornal um pn.uco da alegria que elle traz. —- "Hoje "tá tí ta!" Ingênua malandragem! (O garoto nem sabe o que interessa: rfta as folhas no flan dobrado e, á pressa, ganhou a rua "pr ra pegá a estiagem"). E a chuva cae A chuva não passou... Poi a Ilusão, apenas, dos sentidos. Mas inda tem o gury n s doloridos d dos a folha que "b iou". E pela rua, ond© a sombra desce e (pie auto passou, desceu veloz. o jornateiro já tremulo e sem voz, busca um freguez que nunca lhe apparece. Dcp s volta ao. casebre d., madieira, lá ni, extremo da mela lamacenta, diite a mamã o esfera Iamurienta, pensando que elh está n,- l.rircadeira. Conta os tostões.. E ri! Esse dinheiro é para casa. Tostoes... ganh dario! O: mo tu és grande, garoto proletário, ó meu rmão, pequeno, jornaleiro! COLBERT C. MALHETROS. Curilyba,dezembro de 1 932. Disponível em: ce487fc2-58da-47be-9f5a-16f7a7811bca
- Is Part Of
-
Diário dos Campos - 1932-12-13
- Tipo
- Jornais - Pessoas
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